APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

ESMOLA NÃO É O CAMINHO

Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar


O ato de dar esmolas é correto? A esmola é uma das piores criações humanas. Vale para aquele gesto em relação ao que vem pedir algo em uma das várias situações do cotidiano. Logo que vê o pedinte, a pessoa dá um trocado. Deu porque se solidarizou com o pedinte? Ou deu porque não queria ser importunado? Deu porque queria se livrar do mau-cheiro, da roupa suja, porque não quis se envolver.
A questão é outra. O que leva alguém a se tornar um pedinte? Eis algumas situações: o fato de saber que tem alguém que dá a esmola. O fato de não ter tido uma oportunidade na vida. O fato de ter sido preterido pelas condições de nascimento, sem acesso ao estudo ou a um trabalho digno. Assim sendo, é mais fácil pedir e viver dos restos do que labutar trabalhosamente e receber um salário em troca do trabalho prestado. Esmola para um homem que é são, ou o mata de vergonha ou vicia o indivíduo.  Por paradoxal que possa parecer, não é a esmola que ajuda o cidadão. Essa o humilha, minimiza-o. Não se pode esquecer que a situação de miséria é uma das causas da violência, pois nem todos os marginalizados se sujeitam a viver da humilhação da esmola.
Entretanto, existem pessoas que dizem ser a favor da esmola, pois o pouco que oferece ao outro fará alguma diferença. Porém, já dizia içami Tiba, psiquiatra, educador e autor do livro “Quem ama educa”: “esmola vicia e leva a pessoa a viver na condição de se acomodar com o pouco que recebe”.
Portanto, a quem a esmola faz mal? A quem recebe e a quem dá. Quem recebe é levado a se acostumar com a miséria e a humilhação. Quem dá acaba pensando que fez um grande favor ao pedinte, quando na realidade lhe fez um mal. Esse é o problema da esmola, não ajuda a superar a situação, mas a alimenta, é um instrumento de manutenção da situação. É evidente que se necessita haver caridade e solidariedade. Mas esses valores devem ser cultivados, ajudando aquele que a recebe a crescer e sair da situação de miséria e marginalidade.
Assim, a saída para os pedintes é, de fato, a educação, a orientação e a conscientização. Esta é a melhor maneira de ajudar. Se estudarem, com o conhecimento adquirido, o futuro dessas pessoas será muito melhor, digno, com trabalho, saúde, honestidade e, com isso, construirão uma boa infra-estrutura familiar e sairão das ruas.

Juliana Caputo, 19.

Data: 13/06/2014.

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