Modalidade: dissertação argumentativa
Tema: O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar
Uma atitude que ainda causa muitos debates é o intuito de
ajudar o próximo. Muitas pessoas questionam se a caridade é feita para os que realmente
precisam ou para aqueles que são acomodados. Certamente, é fundamental
incentivar as pessoas a suprirem suas necessidades para que não se tornem
dependentes.
A partir do momento em que o ser humano aprende a produzir e
não espera que a realização de seus objetivos ocorra por espontaneísmo, ele se torna autossuficiente. Pois, se uma
pessoa se torna acomodada, ela sempre espera que os outros realizem seu
trabalho ou que a ajudem.
Deste modo, ser caridoso é ajudar as pessoas ensinando-as a
tornarem-se úteis à sociedade. É como educar uma criança: se os pais fizerem
tudo por ela, consequentemente ela crescerá acomodada e não terá uma
expectativa de futuro. Porém, se a ensinarem desde cedo a buscar suas metas,
ela se tornará uma ótima profissional.
Entretanto, há pessoas que realmente precisam de ajuda, como
aquelas que não têm mais condições de trabalhar ou pela idade ou por possuírem
uma doença; nessas situações é preciso ser solidário. Apesar disso, não se pode
ignora aqueles que abusam da ajuda concedida a eles e deixam de trabalhar. Um
exemplo disso são as “bolsas solidárias” distribuídas pelo governo brasileiro,
que induzem a população de baixa renda a abandonarem seu trabalho, acomodando-se,
pois sabem que receberão o auxílio.
Portanto, a melhor forma de ajudar alguém é ensinando-a a
produzir para que assim ela se torne útil. Como disse o filósofo francês René
Descartes “Não ser útil a ninguém equivale a não valer nada”. Desta forma, o
incentivo deve vir desde pequeno, começando pela educação das crianças, pois
elas serão o futuro. Com isso, haverá menos comodismo e a necessidade de
trabalhos filantrópicos diminuirá.
Aluna: Sofia B. Pessini, 21.
Data: 13/06/2014.

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