Modalidade: Carta argumentativa
Proposta: Resposta a artigo de opinião
Tema: Violência juvenil
Olímpia, 24 de outubro de 2010.
Prezado jornalista.
Venho, por meio desta, questionar sua posição com relação ao texto publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”, ‘Crianças armadas’. Não é minha intenção faltar-lhe com o respeito, até mesmo porque sou uma jovem de apenas dezessete anos e ainda tenho muito a aprender.
A questão é que não pude deixar de notar sua repulsa com relação a seres humanos de faixa etária entre 14 e 19 anos, de modo que não levou em conta, na sua argumentação, o fato de que, mesmo que existam muitos adolescentes revoltosos e problemáticos, essa não é uma regra geral. Existem, também, adultos que matam, esquartejam, abusam de seus semelhantes e mesmo assim ficam impunes, e nem por isso saímos por aí espalhando que os adultos são uma gentalha, sem exceções.
O papel dos pais desses indivíduos é, inquestionavelmente, crucial para determinar qual será o caráter de seus filhos. E há ainda casos em que aqueles que fazem o impossível para que tudo dê certo no futuro das crianças e nem assim atingem seu objetivo.
Não esqueçamos, senhor, de que o ser humano possui aspirações que nossa mente quase primitiva não é capaz de compreender, e que, do mesmo modo que há jovens maus, há também aqueles que dão lições de moral em muitos adultos, sendo verdadeiros exemplos de integridade e de boa conduta. Não era, afinal, jovem o menino Jesus Cristo quando começou a pregar o bem maior para a humanidade?
Espero que compreenda minha opinião, e posso lhe garantir que nunca carreguei uma arma ou arranquei um sanitário do banheiro. Respeito sua revolta, pois casos como este citado em seu texto são simplesmente abomináveis, mas prefiro não apelar para a generalização.
Desejando-lhe tudo de bom e sucesso profissional como escritor, despeço-me,
J. K. R.
Raissa A. Vieira, 16.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.