APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

MUITO MAIS QUE LEMBRANÇAS

Proposta: A descrição e a memória – texto com imagens sensoriais e figuras de linguagem.
Modalidade: prosa descritiva.
Tema: A infância



Eu sempre me lembro daquela sala bege, pequena. Lugar de brincadeiras, inúmeros momentos, risadas, até brigas. Na copa de entrada da casa de minha avó, uma estante, raramente empoeirada, alta, talvez um pouco velha, uma de suas portinhas rangia e a tranca estava quebrada. Era ali que a transformávamos de uma simples peça de madeira para uma bela prateleira de bebidas do restaurante mais caro da cidade. Imaginação de criança.
Também me lembro de um tapete verde que ficava deitado nesse mesmo lugar. Era macio, felpudo, parecia um enorme pedaço de algodão.
O cheiro ainda permanece no ar, apesar de, hoje, estar totalmente mudado o lugar de minhas recordações. São muitas coisas que não saem da nossa memória, mesmo que o tempo passe.
Posso ter toda a certeza do mundo sobre isso pelo meu cachorrinho, Beibe. Não me canso de falar dele. Eu o ganhei quando ia completar dois anos de idade. A partir daí ele sempre esteve comigo. Pretinho, pequenininho, manso até demais, olhos redondos e grandes que acompanhavam cada movimento meu, pêlo gostoso, macio, que lembra o tapete verde, porém melhor.
Ele viveu treze anos comigo, mas a vida não permitiu que ele ficasse para sempre ao meu lado.
Por isso, há coisas e fatos que viram lembranças, mas você consegue descrever tudo, cada mínimo detalhe está gravado na memória. Junto disso, vem a saudade, e aperta nosso coração.


Aluna: Lara Kitagawa, 16.








Modalidade: Dissertação
Técnica: método dedutivo — contra-argumentação
Tema: A propaganda informa sobre os produtos ou manipula as pessoas?



Título: JOGO LIMPO


As propagandas têm estado cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Até mesmo ao realizarmos nossas tarefas rotineiras (assistir TV, usar a internet, ler o jornal, andar pela cidade) nos vemos bombardeados por imagens um tanto convidativas, cujo principal objetivo é incrustar em nossas mentes a ilusão de desejo por determinados produtos, de forma que pareçam indispensáveis para nosso bem estar. As indústrias utilizam-se da publicidade para distorcer a realidade, enganar e manipular o consumidor, levando-o a comprar produtos que são, muitas vezes, prejudiciais a sua saúde.
Em nosso mundo capitalista, conseguir superar a concorrência no que diz respeito às vendas, tornou-se a prioridade das grandes empresas. Para tal fim, utilizam-se técnicas de publicidade que visam persuadir o consumidor, mesmo que, inconscientemente, a comprar objetos ou alimentos que, na maioria das vezes, não possuem vantagem alguma sobre as outras marcas. Uma dessas técnicas consiste em dirigir as propagandas às crianças, utilizando-se de músicas, cores e personagens, para que elas cuidem de persuadir os pais. É o caso, por exemplo, do Toddynho, do Chamyto e dos brinquedos da marca Hihappy.
Outra técnica seria a fixação de músicas repetitivas e frases-clichês como “ é Assolan, passou limpou ” e “ viva o lado coca-cola da vida”. O comprador, ao se deparar com a dúvida, acaba optando por aquele produto cuja propaganda lhe vem à mente com maior facilidade.
Por outro lado, devemos reconhecer que, sem marketing, as vendas seriam um total fracasso, uma vez que é através dele que os lançamentos chegam ao conhecimento da população. Se os princípios de caráter e honestidade fossem observados e não houvesse tamanha distorção da realidade e violação da liberdade de escolha da população, mal algum haveria nas propagandas; porém o capitalismo não permite tamanha honestidade.
O fato é que não há como evitar um tipo ou outro de propaganda sem quebrar a chamada “liberdade de criação”, e qualquer medida de autorregulamentação nesse setor deixa brechas para modos de persuasão mais implícitos. Cabe ao próprio consumidor testar a veracidade de qualquer afirmação feita sobre um produto e escolher consumi-lo ou não, de acordo com o resultado obtido.





Raíssa A. Vieira, 16.

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