APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

Modalidade: Carta argumentativa
Tema: desarmamento



Olímpia, 03 de novembro de 2011.

Caro Bruno,

Gostaria de falar um pouco a respeito de um assunto que vem sendo muito discutido e que tem a ver com a situação que você está passando, o porte ilegal de armas por adolescentes.
Infelizmente, esta situação se tornou comum, mas o porquê disso é um mistério. Hoje em dia, há muitas opções disponíveis de lazer a vocês; existem tantas maneiras de diversão que me ocorre que é difícil a compreensão de um motivo que justifique o porte de armas. A partir daí, ocorrem algumas suspeitas: liberdade demais, limites de menos, desleixo dos pais em relação aos filhos, que, na atualidade, acham tudo normal, sendo um absurdo qualquer tipo de correção, pois seus filhos são “perfeitos”. Mas saiba, Bruno, que o mundo está repleto de coisas boas, que lhe proporcionarão prazer e que, ao mesmo tempo, disponibilizarão um futuro decente e saudável. Uma hora ou outra, novamente, os limites serão ultrapassados e se você estiver com uma arma ao seu alcance, pode ser que não dê mais para voltar atrás. Este é o único futuro que as armas podem lhe proporcionar.
Vim, através desta carta, tentar esclarecer um pouco a situação, por estar de fora e perceber mais facilmente onde você está se metendo. Faça esportes, saia à noite, faça mais programas com seus amigos, viva uma vida saudável e feliz. As armas não lhe trarão nada de bom. Na melhor das hipóteses, trarão a cadeia, uma hora ou outra. Na pior, um caixão.
Grata pela atenção.

Aluna: Jéssica Balatori de Lima, 20.



Proposta: A descrição e a memória – texto com imagens sensoriais e figuras de linguagem.
Modalidade: prosa descritiva.
Tema: A infância

Título: Cheiro de infância


Lembro de minha infância como um gosto doce, e um cheiro alegre. Os dias eram aventuras de alguém que deslumbrava o mundo, e queria fazer dele um lugar melhor.
Minha casa, acolhedora como os braços de minha mãe, calorosos e aconchegantes. Minha rua, companheira dos domingos à tarde e das brincadeiras, sempre tranquila, cheia de árvores que ofereciam sombras para uma tarde confortável. Havia também uma dama-da-noite que exalava um cheiro magnífico, que hoje me resta na lembrança.
O tempo foi passando e a idade para ingressar na escola chegou. No primeiro dia de aula, muitas crianças falando, correndo, brincando, e eu era mais um que chegava para um lugar diferente, com pessoas diferentes, baixas, altas, magras, gordas, brancas, negras, mulatas, amarelas...
A escola em geral era minha segunda casa. Era bem grande, e me recordo das salas de aula, que eram bem espaçosas. Havia janelas e vidraças que davam vista para um jardim, onde nos recreios havia brincadeiras.
Passou o primeiro semestre e chegaram as férias, quando minha família foi à praia. Não me esqueço de quando estávamos descendo a serra e eu via aquela imensidão de água que se unia ao céu no horizonte, formando uma paisagem incrível. Já na praia, a areia esquentava os meus pés, e o mar, gelado como um freezzer, me traz essas lembranças de quando fui à praia pela primeira vez.
Hoje lembro com saudade o tempo que passou, um tempo que passou tão depressa, mas em mim deixou jovens tardes de domingo, tantas alegrias, belos sonhos, lindos dias.


Aluno: Otávio Santos, 16.

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