Tema: A semiologia de um objeto
Modalidade: crônica literária
Vou falar sobre a aliança de compromisso e seus vários significados em meio à sociedade, sendo seus objetivos muito diferentes de pessoa para pessoa.
Para mim, a aliança, além de um anel, é um símbolo que representa o amor, o companheirismo e a cumplicidade. Uma ligação, um sinal, mas não uma coisa clichê. Vejo um cuidado absurdo das pessoas com suas alianças e esse cuidado também é aplicado no amor, no carinho, de uma pessoa para com a outra. Ela é tratada como se realmente fosse a pessoa amada, com muita cautela, sempre impecável.
E pode ter dois modelos, que são os mais comuns hoje em dia: a de prata, que representa o namoro, e a de ouro, que representa o casamento. Há aquelas com pedras de rubi, diamantes, que são mais trabalhadas, e, geralmente, pessoas com maior poder de aquisição vão à procura de tal peça para, no caso, poder mostrar o que têm e exibir-se. Como há também as mais comuns, sem muitos detalhes e não muito trabalhadas, que são procuradas pela maioria das pessoas, talvez por preferir a discrição, ou para mostrar que mesmo com coisas mais simples, podem ter um relacionamento “rico”, rico em amor, em harmonia.
As alianças também podem representar, por meio do ajuste do anel ao dedo, o estilo de vida que o casal leva, como se dão no dia a dia, se seguem uma vida mais tranquila ou turbulenta.
Em meio a isso, vejo uma situação muito parecida com uma aliança: o sapatinho da Cinderela. Isso quase passou despercebido por mim, mas, visto, considero-o como uma aliança, pois foi o elo feito para representar o amor. Meio inusitado, mas ainda assim, é um símbolo marcante.
Inusitada, também, era a aliança da idade Média, uma moeda, que o jovem apaixonado partia ao meio e dava uma metade à pretendida esposa, guardando a outra parte consigo. A moça usava sua metade da moeda pendurada no pescoço, como um colar, para mostrar que já não estava mais solteira ou livre para compromisso. Era simples, comum, igual para todos. Mas tempos passados, se tornou um anel. Sendo um anel, bastava escolher o dedo a ser posto. Há muitas teses sobre o porquê do dedo anelar, nenhuma comprovada. Os gregos diziam que nesse dedo havia uma veia que chegava ao coração, e se o anel fosse colocado sobre essa veia, representava o amor, também.
A meu ver, o amor e a aliança têm uma coisa em comum, um significado que ferve: a eternidade, um círculo sem começo, nem fim.
Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 17.
Modalidade: dissertação argumentativa
Método dedutivo
Tema: A falta de leitura entre os jovens
Título: A importância da leitura
A leitura é importante para as pessoas de todas as idades; mas é na adolescência, quando a personalidade está sendo formada e os valores estão sendo agregados, que ela atinge seu maior valor. No entanto, os jovens estão lendo cada vez menos, e os prejuízos causados por tal falta de leitura se mostrarão a curto e a longo prazo, com sérias consequências para a vida inteira.
Uma das causas possíveis por esse desinteresse pelo mundo das palavras pode estar na inadequação da escola quanto às obras apresentadas para a leitura. Os títulos escolhidos não provocam o interesse dos alunos. E isso acontece porque a instituição escolar não se moderniza e fica presa ao seu conservadorismo. Sem o interesse pela leitura, o jovem tem dificuldade de exercer sua imaginação e tem um consequente empobrecimento espiritual, já que não consegue identificar e expor pensamentos e emoções.
Outra preocupação é a substituição da palavra pela imagem, causada pelo demasiado uso da televisão. A imagem é mais lucrativa que palavras e, num cenário de consumismo, até a cultura vira produto. Por conta da televisão não exigir esforço e nem raciocínio, o largo uso dela provoca o truncamento do raciocínio abstrato e, por isso, o empobrecimento intelectual.
Além disso, o aceleramento do ritmo de vida desestimula o jovem a guardar um tempo para ler. Isso porque não se valoriza mais a cultura tanto quanto o dinheiro e, em tempos de coisificação dos valores, até o tempo se tornou um produto. Com isso, o jovem não faz coisas que produzam resultados imediatos. Esse desprezo por coisas imateriais provoca o empobrecimento do ser humano em sentido mais profundo, por que ele se torna insensível.
Diante disso, as soluções seriam a escola incentivar a leitura entre os jovens com obras mais modernas, os pais serem mais atentos para que o filho não se deixe influenciar pela sociedade de consumo, onde o que não é vendido não é importante e, o mais fundamental, o jovem deve ter sua sensibilidade e seu raciocínio estimulados, porque, afinal de contas, essas duas qualidades são as que diferem o ser humano dos outros animais.
Isabella Becerra Franco, 19.
ETERNIDADE
Postado por Denise de Oliveira Bertolino Braido
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