APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

PISANDO EM OVOS

Modalidade: Dissertação argumentativa
Técnica: método dedutivo/ conta-argumentação
Tema: Vale a pena construir usinas nucleares no Brasil?



Há alguns meses, o planeta todo ficou de luto pelas vítimas do desastre ocorrido no Japão. Terremotos e tsunamis foram seguidos por explosões nas usinas nucleares, que, por problemas técnicos, liberaram grande quantidade de radiação extremamente nociva à vida. Ao mesmo tempo, há no Brasil um projeto de construção de novas usinas deste tipo em Angra dos Reis. Não é cabível que um país como o nosso, abundante em alternativas para a obtenção de energia, utilize um recurso tão perigoso para a sua população.
Ao contrário do Japão, nosso país possui um território muito extenso e rico em rios propícios à construção de hidrelétricas. Possui, também, condições para utilizar energia eólica e térmica. Ao mesmo tempo, localiza-se, em maior parte, em uma área tropical, a qual recebe raios solares com máxima intensidade, sendo a energia solar uma opção barata e eficaz para gerar eletricidade. Não há, pois, sentido em construir novas usinas nucleares, quando podemos atingir os mesmos fins através de recursos mais seguros.
Além de ser desnecessária, tal obra traria um imenso risco aos moradores da região em questão, pois, em casos de problemas funcionais, os danos a eles causados seriam irremediáveis e, até mesmo, fatais. Por conta do tsunami, ocorreram milhares de mortes em Fukushima, além do vazamento em usinas nucleares, e o risco de contaminação por radiação se estendeu ao mundo, uma vez que muitos produtos infectados eram destinados à exportação.
A justificativa dada pelos apoiadores do projeto de que o Brasil possui grande quantidade de Urânio, de modo que poderíamos, com poucos gastos, garantir energia suficiente para 250 anos, é inválida quando consideramos os prejuízos humanos e, até mesmo, econômicos que o país teria em caso de falhas ou explosões.
Não há sentido em investir em um projeto que é capaz de, em segundos, extinguir inúmeras vidas. Isso não vale apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. O ser humano só se dá conta da gravidade de um problema quando ocorre um desastre. Enquanto a prioridade for o lucro financeiro e não a segurança da população, viveremos como Dâmocles: com uma espada sempre prestes a cair sobre nossas cabeças.


Aluna: Raissa A. Vieira, 16.




Proposta: texto em prosa com função expressiva adotando ponto de vista de outra pessoa: – ponto de vista de um idoso
Tema: O uso de drogas associadas ao álcool

TÍTULO: VILÃ SOCIAL

Não há, hoje em dia, como não comentar sobre as drogas, seus variados usos, os usuários e as consequências que sofrem.
Há quase sempre nos jornais a descoberta de novas drogas, cada vez mais fortes e de composições absurdas. A questão é: mesmo com consciência dos riscos e da baixa expectativa de vida dos usuários, para que se envolver com elas e se entregar ao vício da maneira como se entregam?
Nos meus tempos havia droga, sim, mas não tão disseminada como está, a ponto de constituir um problema social, aumentar a violência, aterrorizar a vida das pessoas em comunidades devido ao tráfico.
E como se não bastasse o efeito alucinógeno da droga em si, os usuários combinam crack, por exemplo, com álcool e aumentam a dependência.
Vi num noticiário outro dia, que o número de pacientes em clínicas de reabilitação tem crescido desde 1996, em seis vezes, e a cada ano esse número só aumenta. Esse resultado não sei se me alivia ou me preocupa. Os dependentes podem estar se conscientizando e procurando ajuda, o que é bom. Mas também, pode significar o aumento de pessoas se envolvendo com drogas, o que é preocupante.
Pedir para o governo promover palestrar para conscientizar a população seria um conselho óbvio demais, apontado por qualquer um que queira solucionar o problema. No entanto, o meu é apenas que o governo dê condições socioeconômicas suficientes para a população, para que ela não precise recorrer às drogas procurando conforto.

Aluna: Maria Emília Rosa, 15 anos

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