APROVADOS/2015

DRIELLY QUITAKAWA FERREIRA DA SILVA -

ENGENHARIA FLORESTAL - UEM/PR

EDSON PRANDINI JÚNIOR - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

SOFIA BEATRIZ PESSINI - FISIOTERAPIA - UFMS/MS

RAÍSSA A. VIEIRA - MEDICINA - UFU/MG - 1o. lugar
- USP/R.P. -70o./100.

OITO


Modalidade: crônica
Tema: aniversário
Proposta: a partir das ideias do poema “Aniversário” de Fernando Pessoa, produza uma Crônica em que faça reflexões sobre um aniversário ocorrido recentemente.


Lembro de quando tinha oito anos, eu era gorducha, baixinha, tinha o cabelo curto e usava um aparelho cor-de-rosa. Odiava tanto aquele aparelho! Eu queria parar de usá-lo o mais rápido possível, queria ir às baladinhas a que minhas primas mais velhas iam. Eu queria ser “gente grande” logo... como todas as crianças querem, não é?
O tempo passou, ontem mesmo fiz dezesseis anos, na minha festa não havia mais bexigas, nem copos coloridos, não havia mais docinhos enfeitados que a minha mãe fazia. De igual, só os amigos, que hoje estão sete palmos maiores.
Em meio ao bolo e dezesseis velinhas brancas, comecei a me lembrar da época que queria crescer. Dá vontade de voltar no tempo, de deixar as responsabilidades e medos. Apenas queria voltar a me preocupar com o nome que meus bichinhos de pelúcia teriam, e se haveria sobremesa depois do jantar.
Aniversário... sempre é bom antes da velhice, das responsabilidades, de perceber que daqui a um tempo, é a minha vez de tomar decisões e caminhos.

Aluna: Lara Júlia Kitagawa, 16.




Modalidade: dissertação argumentativa
Método: dedutivo com contra-argumentação
Tema: Abrigamento compulsório das crianças de rua

Título: A complexidade do cuidado

Abandono, medo, raiva, frio e fome. A vida de muitas crianças de rua se resume a estes sentimentos, o que, na maioria das vezes, leva-as a procurar conforto e soluções na criminalidade ou nas drogas. As garotas realizadoras dos “arrastões” em São Paulo, em agosto deste ano, evidenciam a triste realidade de milhares de brasileiros que vivem do crime devido à miséria. É dever dos governantes do nosso país tomar providências, mesmo que drásticas, para evitar e solucionar esses problemas, e o abrigamento compulsório é uma delas.
Deve-se, acima de tudo, buscar os fatores que levam essas crianças à criminalidade. Na maioria das vezes, a falta de estrutura familiar, o desemprego dos pais e a pobreza extrema fazem com que a vida desses pequenos se torne uma bagunça e as ruas e as drogas surgem como uma “válvula de escape” para eles, sendo a criminalidade uma inevitável consequência. Solucionar o problema das crianças de rua significa, para o governo, evitar que tais famílias cheguem a esse grau de abandono e implementar programas de ajuda para resolver casos já existentes, bem como oferecer cursos e empregos para pais e filhos jovens.
É nesse sentido que as casas de abrigamento se fazem válidas, uma vez que podem proporcionar às crianças a sensação de proteção familiar. Abrigá-las compulsoriamente é impor limites e regras que constituirão as bases do desenvolvimento, da consciência moral, papel este fundamental da família. Além disso, supondo que funcionem adequadamente e contem com profissionais de competência e aptidão, tais casas podem se tornar centros de auxílio psicológicos e de formação técnica para crianças e jovens.
É necessário, no entanto, manter em mente que, para que haja os resultados positivos, muito deve ser mudado no Brasil. O dinheiro público deve ser aplicado devidamente e os profissionais envolvidos devem ser escolhidos com cautela, visando ao bem estar das crianças. Enquanto houver corrupção e descaso por parte de nossos governantes, não haverá projeto que possa resolver esse problema tão amplo e complexo. É preciso que haja integração entre Estado e sociedade para fazê-lo funcionar, bem como paciência; afinal, não é algo que possa ser feito em um piscar de olhos.

Aluna: Raíssa Augusto Vieira, 17.




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