Proposta:
transformar relato oral em narração.
Modalidade:
Narração em 3.ª pessoa – enredo linear
Tema: Aconteceu
numa festa de S. João
Márcio era de Niterói, nascido em 1954, saiu de lá em 1979 e mudou-se
para Campinas, para estudar e depois trabalhar.
Eis que surge uma festa de São João, e ficou combinado de irem juntos
Márcio, Míriam, Andrea e Juliana. Míriam, que vai ter um papel muito importante
no problema que irá acontecer nessa festa, era uma menina muito dócil e meiga,
e sempre era a motorista da turma, pois nunca bebia e, quando bebia, bebia
pouco.
Então que na festa Míriam fez algo extraordinário: tomou um baita de um
porre. Márcio, mesmo ainda não tendo carteira de habilitação, teve que levar
Míriam para casa, pois a mesma estava sem condições.
Márcio foi ao estacionamento procurar o carro branco de Míriam, mas
estava muito escuro e tinha muitos carros. Ele achou, e tentou abri-lo carro
com a chave, que não, funcionou; porém, viu que a porta do passageiro estava
aberta, então entrou por essa porta e foi até sua casa, onde todos passaram a
noite.
Ele estava tão atordoado com Míriam que nem percebeu que no carro não
estavam as bolsas delas.
Míriam acorda, e Márcio mostra aonde o carro foi deixado... Ela fica
pálida.
_ Esse não é o meu carro, Márcio!
_ Claro que é, a gente veio nele ontem, mas o carro tava com problema, eu
até tive que fazer ligação direta.
_ Meu Deus! Esse não é o meu carro, não é a minha placa, você roubou um
carro, Márcio!
Todos pegaram o carro correndo e foram para o lugar da festa ver se o
dono estava lá, e ainda estava.
A sorte foi que o dono era de Manaus e estava em Campinas há uma semana,
e ficou com medo de ligar para a polícia, pois não conhecia a cidade.
Então, tudo foi resolvido “na conversa” e Márcio nunca mais abriu uma
porta de um carro errado.
Aluno: Henrique Afonso Garcia Buzo, 17.
PROPOSTA DE REDAÇÃO: Produzir texto em prosa com função expressiva.
(paráfrase de texto de Jô Soares)
Exercício de ponto de vista: adotar a ótica de um mendigo.
Tema: A corrupção no Brasil
Título: A corrupção do ponto de
vista dos mais fracos
Apesar de mendigo, sou alfabetizado. Conhecimento, não tenho muito, ao
contrário das dúvidas que nunca são esclarecidas, tão cruéis como esta vida que
levo desde pequeno.
Passar fome enquanto alguns jogam comida fora e ser preso por roubar
arroz ou farinha, enquanto os praticantes da tal corrupção roubam milhões e
milhões sem serem ao menos ofendidos de ladrões, tornaram-se situações hoje
comuns e aceitas por muitos.
Dizem por aí que o nosso país é hoje um dos maiores cobradores de
impostos do planeta. Penso que pouco dinheiro isso não seja.
Mas se esse dinheiro não está aqui, ajudando os mais necessitados como
eu, onde estará esse dinheiro que serviria de apoio aos pobres?
A tal corrupção não vê limites, pois os mais ricos, como deputados e
políticos de hoje, tiram esse dinheiro, que compraria meu pão com mortadela da
semana e compraria meus remédios, desviando-os para suas contas e “roubando” do
povo milhões e milhões.
O fato que mais me incomoda é saber que o povo brasileiro vê tudo isso e
não faz nada, não se revolta nem exige mudança, porque se exigisse, políticos
como ***** não estariam ainda decidindo o futuro do nosso país e desviando cada
vez mais o dinheiro do povo, principalmente o seu, o meu e dos mais
necessitados.
Victória, 15.

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